O Assassino do Zodíaco: A Identidade Nunca Revelada e as Cartas Criptografadas que Desafiaram o FBI

Introdução

Entre os mistérios mais intrigantes da história criminal dos Estados Unidos, o caso do “Assassino do Zodíaco” permanece como um dos mais enigmáticos e fascinantes. O assassino, responsável por uma série de crimes brutais durante os anos 1960 e 1970, aterrorizou a região da Baía de São Francisco, deixando um rastro de sangue e uma sequência de pistas que pareciam levar a lugar nenhum. Sua identidade nunca foi revelada, e os códigos que ele enviava para a imprensa e para a polícia tornaram-se um enigma a ser decifrado por décadas. Neste artigo, vamos explorar profundamente o mistério do “Assassino do Zodíaco”, o impacto de suas cartas criptografadas e a busca incessante por respostas que, até hoje, permanecem sem solução.

Quem foi o Assassino do Zodíaco?

O “Assassino do Zodíaco” foi o pseudônimo usado por um criminoso que matou pelo menos cinco pessoas entre 1968 e 1969, na área da Baía de São Francisco, Califórnia. No entanto, ele alegava ter cometido muitos outros assassinatos. Seus crimes eram meticulosamente planejados e sempre seguiam um padrão frio e calculista. Ele escolhia suas vítimas de forma aleatória, atacando casais ou pessoas que estavam sozinhas em locais isolados, e usava uma arma de fogo para cometer os assassinatos.

Após os assassinatos, o assassino enviava cartas para a imprensa local, detalhando os crimes, e muitas vezes incluía mensagens criptografadas que ele desafiava os leitores a decifrar. Estas cartas se tornaram uma das características mais notórias do caso, tornando o assassino um ícone de mistério e de terror para a população da Califórnia e do mundo inteiro.

As Cartas Criptografadas: Desafios que Perplexaram o FBI

Uma das facetas mais fascinantes do “Assassino do Zodíaco” foram as suas cartas criptografadas. O assassino enviava essas mensagens codificadas junto com suas cartas para os jornais, desafiando as autoridades e os leitores a decifrá-las. Essas mensagens continham símbolos e letras aparentemente aleatórias, mas que, segundo o assassino, tinham um significado profundo, revelando sua identidade ou seus pensamentos mais sombrios.

O caso das criptografias se tornou um dos maiores desafios para a polícia e para os criptoanalistas. O mais famoso dos códigos enviados foi o “Códigos Zodiaco 340“, uma cifra de 340 caracteres que foi enviada em 1969 para o San Francisco Chronicle. A carta gerou uma verdadeira obsessão em torno de sua resolução. O FBI, junto a diversos especialistas em criptografia, tentou decifrar a mensagem por anos sem sucesso.

Embora parte dos códigos tenha sido decifrada ao longo dos anos, muitos ainda permanecem misteriosos. Em 2020, um grupo de criptoanalistas conseguiu finalmente decifrar uma das mensagens mais famosas do assassino. A mensagem revelava uma frase perturbadora: “Eu sou isto“. No entanto, a identidade do assassino continuava sem ser descoberta, mesmo após décadas de tentativas.

Os Crimes do Zodíaco: A Cronologia do Terror

A primeira vítima confirmada do Assassino do Zodíaco foi Betty Lou Jensen e seu namorado, David Faraday, em 20 de dezembro de 1968. O casal estava estacionado em um local isolado perto de Vallejo, na Califórnia, quando foi abordado e brutalmente assassinado. Em 4 de julho de 1969, o assassino atacou mais dois jovens, Darlene Ferrin e Michael Mageau, em um estacionamento deserto. Darlene foi morta, mas Michael conseguiu sobreviver e forneceu uma das primeiras descrições do assassino.

Depois disso, o assassino passou a enviar suas cartas criptografadas para os jornais, estabelecendo uma comunicação direta com o público. A terceira carta foi enviada em 1969, e logo em seguida, o “Assassino do Zodíaco” escreveu para o San Francisco Chronicle, se gabando de seus crimes e das suas habilidades intelectuais. Ele revelou detalhes íntimos dos assassinatos, o que gerou um medo ainda maior.

Em 27 de setembro de 1969, o “Assassino do Zodíaco” cometeu seu terceiro assassinato confirmado: Bryan Hartnell e Cecelia Ann Shepard, enquanto faziam um piquenique perto do Lago Berryessa, em Napa County. O assassino se aproximou deles, vestido com um capô e uma capa, e fez Hartnell desenhar uma cruz na sua camisa. Depois, ele os atacou. Esse crime, além de mais brutal, foi o último confirmado do assassino antes de desaparecer novamente.

A Identidade Nunca Revelada

Apesar dos esforços incessantes das autoridades, o “Assassino do Zodíaco” nunca foi identificado. Muitas teorias sobre sua identidade foram levantadas ao longo dos anos, mas nenhuma delas se provou verdadeira. Algumas pessoas sugerem que ele poderia ser um homem comum, alguém que nunca levantaria suspeitas, enquanto outras afirmam que o assassino foi uma pessoa com um histórico de violência ou problemas psicológicos profundos.

A polícia chegou a suspeitar de diversos indivíduos ao longo das décadas, mas todos os suspeitos foram descartados ou nunca foram considerados como principais candidatos. O caso do “Assassino do Zodíaco” tornou-se um dos maiores mistérios não resolvidos da história criminal dos Estados Unidos. Ele desapareceu sem deixar vestígios, mas sua presença ainda assombra os registros históricos e continua a inspirar investigações, livros e filmes.

A Fascinação e o Impacto Cultural

O “Assassino do Zodíaco” se tornou uma lenda, não apenas pela brutalidade de seus crimes, mas pela forma como ele desafiava as autoridades e a sociedade. Ele não era apenas um criminoso; ele era uma figura que alimentava a paranoia e o medo através de sua inteligência manipuladora e seus enigmas. Ele desafiava constantemente os investigadores a desvendar seus códigos, enquanto permanecia invisível e fora do alcance da justiça.

O caso também inspirou filmes, livros e documentários que exploram tanto a história real quanto as especulações sobre quem o assassino realmente foi. A combinação de mistério, psicopatia e a busca incessante por uma identidade tornou o Assassino do Zodíaco um ícone cultural, e o seu legado continua a ser um tema de fascínio até os dias de hoje.

Conclusão

O mistério do “Assassino do Zodíaco” é um dos maiores enigmas não resolvidos da história criminal. Sua identidade permanece um segredo bem guardado, apesar das várias tentativas de decifrar suas mensagens e de identificar o responsável por seus crimes. As cartas criptografadas que ele enviou continuam a intrigar especialistas em criptografia e entusiastas de crimes reais. Embora os anos tenham passado, a história do “Assassino do Zodíaco” continua a ser um marco no estudo da psicologia criminal e um exemplo de como os mistérios mais sombrios podem permanecer sem solução. O caso permanece uma lembrança sombria de que, às vezes, a verdade sobre os crimes mais horríveis pode ser mais difícil de alcançar do que qualquer código criptografado.

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