🎥 20 curiosidades incríveis sobre o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971) que você (provavelmente) não sabia!

O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), dirigido por Mel Stuart, é uma das adaptações mais icônicas da literatura infantil de Roald Dahl. Com uma mistura única de fantasia, humor e crítica social, o longa conquistou gerações de espectadores desde seu lançamento. A história segue Charlie Bucket, um garoto pobre que, junto com outros cinco concorrentes, ganha uma visita à misteriosa fábrica de Willy Wonka, interpretado por Gene Wilder, cujos doces são conhecidos mundialmente.
Embora a obra tenha sido considerada um tanto excêntrica e até sombria em alguns aspectos, ela também é repleta de encantos, com cenários coloridos, personagens inesquecíveis e músicas cativantes.
Neste artigo, vamos explorar algumas curiosidades fascinantes sobre a produção, os bastidores e o legado desse clássico atemporal. Prepare-se para descobrir fatos surpreendentes sobre uma das histórias mais amadas do cinema!
1 – AUTOR DO LIVRO FICOU REVOLTADO COM O FILME
Roald Dahl, autor do livro que originou o filme, escreveu um esboço para uma possível adaptação cinematográfica, mas o roteiro para o filme de Mel Stuart foi reescrito por David Seltzer.
Dahl desaprovou completamente essa versão, recusando não apenas a venda dos direitos para a sequência “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”, mas também para qualquer outra adaptação futura. A versão de 2005, estrelada por Johnny Depp, só foi realizada após sua morte, com a autorização de sua viúva.
2 – GENE WILDER EXIGIU UMA CONDIÇÃO PARA PARTICIPAR DO FILME
Joel Grey foi a primeira escolha para interpretar Willy Wonka, mas foi descartado por não ser fisicamente imponente o suficiente. O papel foi então oferecido a Ron Moody, que recusou. A escolha inicial de Roald Dahl para o papel de Willy Wonka foi Spike Milligan. Jon Pertwee teve que rejeitar o papel devido a compromissos com sua agenda de gravações de Doctor Who na época.
Todos os seis membros do Monty Python (Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones e Michael Palin) expressaram grande interesse no papel, mas não eram considerados nomes grandes o suficiente para atrair uma audiência internacional.
Após ler o roteiro, Gene Wilder concordou em participar do filme, mas com uma condição: que ele pudesse fazer uma cambalhota na cena em que encontra as crianças pela primeira vez. Quando perguntado sobre o motivo, Gene Wilder explicou que queria que Willy Wonka começasse mancando e terminasse fazendo uma cambalhota, pois isso ajudaria a definir o tom imprevisível do personagem. Ele queria retratá-lo como alguém cujas ações fossem completamente imprevisíveis.
3 – ENCONTRANDO OS OOMPA LOOMPAS
O filme foi gravado em Munique, na Alemanha, mas os produtores precisaram deixar o país para encontrar mais Oompa Loompas. Vários integrantes do elenco, que interpretavam os Oompa Loompas, não falavam, o que explica por que alguns parecem não saber as letras das músicas durante as apresentações musicais.
4 – OS OOMPAS LOOMPAS SE ALIMENTAVAM DE LARVAS VERDES
Os Oompa-Loompas moravam na Loompalândia, uma região cheia de criaturas perigosas, como Chifrocerontes, Ratavalhas e Vespobondos, que devoravam milhares de Oompa-Loompas anualmente. Para se protegerem, eles se refugiavam em casas altas, construídas no topo das árvores, no coração da floresta, onde os animais não conseguiam alcançá-los.
Sua alimentação consistia principalmente em larvas verdes, as quais eles misturavam com outros ingredientes para tornar o sabor menos desagradável.
5 – BARRAS DE CHOCOLATE DE VERDADE?
O filme foi inicialmente financiado pela Quaker Oats Company, que tinha a intenção de associá-lo a uma nova linha de barras de chocolate. Quando o filme foi lançado, a empresa passou a promover suas barras de chocolate “Wonka”. Contudo, um erro na fórmula causou o derretimento das barras com facilidade, até mesmo nas prateleiras, resultando em sua retirada do mercado.
A Quaker acabou vendendo a marca para a Sunline, uma empresa de St. Louis (que mais tarde foi adquirida pela Nestlé através da Rowntree). A Sunline conseguiu transformar a marca em um sucesso, e a linha de doces Wonka (na maior parte sem chocolate) continua sendo vendida nos EUA até hoje.
6 – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL?
A história foi inicialmente inspirada por experiências reais vividas por Roald Dahl durante sua infância. Quando estava na escola, ele se recorda de uma famosa empresa de chocolates, a Cadbury, que enviava pacotes de teste aos alunos em troca de suas opiniões sobre novos produtos.
Na década de 1920, as fábricas Cadbury e Rowntree, as maiores fabricantes de chocolate da Inglaterra, estavam em intensa competição. Ambas tentavam roubar os segredos das receitas uma da outra, enviando espiões disfarçados como empregados.
Esse clima de sigilo e as enormes máquinas presentes nas fábricas serviram de inspiração para Dahl criar a fantástica história sobre como seriam essas misteriosas fábricas de chocolate por dentro.
7 – FILMANDO EM UMA FÁBRICA DE VERDADE
A sequência dos créditos iniciais foi filmada em uma verdadeira fábrica de chocolate, a Tobler, localizada na Suíça.
8 – VÁRIOS OBJETOS DO CENÁRIO ERAM COMESTÍVEIS
Vários dos objetos e plantas do filme eram realmente comestíveis, incluindo os enormes pirulitos. No entanto, a flor-xícara que Wonka prova depois de beber seu conteúdo era feita de cera. Gene Wilder chegou a mastigar pedaços de cena até o final de cada take.
9 – BARRAS DE CHOCOLATE FEITAS DE MADEIRA?
A maior parte das barras de chocolate era feita de madeira.
10 – UMA CRIANÇA QUE ODIAVA CHOCOLATE?
Julie Dawn Cole (Veruca Salt) não gostava de chocolate. Ela também guardou vários itens do filme, apesar de não ser permitido, incluindo o bilhete dourado e o chiclete que durava para sempre.
11 – REAÇÃO TOTALMENTE REAL
A reação das crianças ao verem a sala da cachoeira de chocolate foi genuína, já que era a primeira vez que elas viam o cenário.
12 – AS MÚSICAS
A música que Wonka canta no barco, “There’s no earthly way of knowing…”, é a única que foi retirada do livro. As demais músicas foram compostas especialmente para o filme.
13 – OBJETOS CORTADOS AO MEIO
A razão pela qual todos os objetos no escritório de Wonka são cortados ao meio é que os cineastas acharam que seria monótono mostrar um escritório comum, especialmente depois de tantos cenários criativos ao longo do filme.
14 – DUAS DUBLAGENS DIFERENTES
O filme conta com duas versões de dublagem: uma feita para o SBT e outra redublada para o DVD. A principal diferença entre elas é que, na versão do DVD, as músicas são dubladas, enquanto na versão do SBT, as músicas são mantidas na versão original, sem dublagem.
15 – O ROSTO QUE APARECE NO TÚNEL
O rosto que aparece no túnel psicodélico do filme pertence a Walon Green, amigo do diretor Mel Stuart e roteirista de The Wild Bunch. Segundo as memórias de Stuart, Green foi a única pessoa disposta a permitir que uma centopéia rastejasse sobre seu rosto para uma cena de um filme infantil.
16 – VOVÔ GEORGE
Ernst Ziegler, o ator que interpretou o vovô George, estava com a visão bastante comprometida. Por isso, foi instruído a olhar para uma luz vermelha que o ajudava a se orientar, indicando para qual direção ele deveria olhar em cenas específicas.
17 – CHARLIE SE TORNOU VETERINÁRIO NA VIDA REAL
Este é o único filme no qual Peter Ostrum, que interpretou Charlie Bucket, atuou. Ao crescer, ele se tornou veterinário. Entre todas as crianças do filme, a única que seguiu carreira na atuação foi Julie Dawn Cole, a Veruca Salt.
18 – PUBERDADE
Peter Ostrum, o Charlie, estava entrando na puberdade durante o filme. Sua voz é alta durante o dueto de “I have a Golden Ticket”, e é muito mais grave no final do filme.
19 – O AMOR ESTAVA NO AR!
Denise Nickerson (Violet Beauregard) e Julie Dawn Cole (Veruca Salt) tinham uma simpatia por Peter Ostrum (Charlie Bucket) durante as filmagens. As duas se revezavam nos dias em que passavam tempo com o protagonista. Nos dias em que não estavam com ele, aproveitavam para ficar com Bob Roe (um dos colegas de classe de Charlie), por quem também tinham uma queda.
20 – O FILME FOI UM FRACASSO DE BILHETERIA NA ÉPOCA
Dirigido por Mel Stuart, o filme estreou nos cinemas dos Estados Unidos sob a distribuição da Paramount Pictures. No entanto, todas as exibições posteriores, seja na televisão, em vídeo ou até mesmo nos cinemas, ficaram a cargo da Warner Bros, pois, apesar de ser um clássico absoluto hoje, na época o filme foi um fracasso nas bilheteiras, então a Paramount Pictures fez questão de vender os direitos.
O filme só ganhou notoriedade com as locações nas vídeo locadoras e as aparições na TV.
CONCLUSÃO
Em conclusão, “A Fantástica Fábrica de Chocolate” continua a ser uma obra encantadora e inesquecível, capaz de cativar gerações com sua magia, músicas envolventes e lições de moral. Embora tenha sido baseado no livro de Roald Dahl, o filme transcendeu a história original, se tornando um clássico que desperta a imaginação de todos que o assistem.
A interpretação de Gene Wilder como Willy Wonka foi uma das grandes marcas do filme, oferecendo uma visão única e excêntrica do icônico personagem. Além disso, o filme apresentou à audiência uma profunda reflexão sobre questões como a ganância, a indulgência e a importância de valores como humildade e respeito.
A magia do filme, seus personagens memoráveis e a incrível fábrica de chocolate se tornaram uma parte indelével da cultura pop, garantindo que “A Fantástica Fábrica de Chocolate” continue sendo um filme adorado e relevante até hoje.