🎨 10 curiosidades incríveis sobre o “Pica-Pau” que você (provavelmente) não sabia!

O “Pica-Pau” é um dos personagens mais icônicos e engraçados da animação, cativando gerações desde sua estreia nos anos 1940. Criado por Walter Lantz, esse pássaro malandro e irreverente ganhou fama por suas travessuras e personalidade marcante.
Mas, além de suas peripécias e risadas, há um mundo fascinante de curiosidades sobre o Pica-Pau que muitos talvez não conheçam. Desde suas origens humildes até as mudanças ao longo dos anos, passando por influências culturais e curiosidades de bastidores, o Pica-Pau tem uma história rica que reflete a evolução da animação e do humor.
Prepare-se para explorar fatos intrigantes e detalhes pouco conhecidos sobre esse personagem que continua a fazer sucesso e a provocar sorrisos, mantendo-se relevante e querido ao longo das décadas.
1 – PICA PAU INTERROMPENDO A LUA-DE-MEL
Houve um período na indústria de animação em que um cartunista alcançava sucesso se conseguisse criar um animal inédito como personagem. Esse era o objetivo de Walter Lantz, um cartunista de Nova York, durante sua lua de mel com sua segunda esposa, Gracie Stafford. Lantz já havia criado um personagem, o urso Andy Panda, que teve uma recepção razoável com alguns episódios bem recebidos e brinquedos lançados. No entanto, ele almejava algo mais grandioso.
Em 1940, durante sua estadia em uma cabana na floresta de Sherwood, na Califórnia, a noite de núpcias do casal foi interrompida pelo barulho de um pica-pau fazendo buracos no telhado.
Lantz, frustrado, pensou em usar um rifle para espantar o pássaro, mas Gracie o incentivou a observar o animal e esboçá-lo.
Assim nasceu o Pica-Pau, que estreou nas telas em novembro de 1940 e conquistou sucesso imediato, tanto entre as crianças quanto entre ornitólogos, que reconheceram a espécie como o pica-pau norte-americano de crista vermelha, Dryocopus pileatus.
2 – O CRIADOR DO PICA PAU
Walter Lantz nasceu em 1899 em New Rochelle, Nova York, mas se mudou para Manhattan aos 15 anos. Lá, começou a trabalhar como mensageiro e entregador para um dos maiores jornais da época. Durante esse período, Lantz aprimorou suas habilidades de desenho e, após dois anos, conseguiu uma posição como animador em uma divisão dedicada a criar animações baseadas em personagens de tirinhas de jornal.
Em 1922, Lantz ingressou na Bray Productions, um estúdio que dominava a animação nos EUA na época. Seu primeiro personagem criado foi Dinky Doodle, um garotinho sempre acompanhado de seu cachorro. Lantz continuou a criar diversos personagens e, devido ao seu sucesso, foi convidado a criar uma abertura animada para o filme “King of Jazz”, a primeira animação produzida em Technicolor.
Em 1935, Lantz fundou seu próprio estúdio e introduziu o personagem Oswaldo, um coelho que fez grande sucesso. Ele também firmou uma parceria com os estúdios Universal, onde a empresa de Carl Laemmle distribuiu suas animações. Em 1940, Lantz criou o personagem Andy Panda, que acabou levando ao surgimento do icônico Pica-Pau.
3 – FOI DESENHADO POR UM CARTUNISTA FAMOSO
Pica-Pau é um personagem de animação criado por Walter Lantz e inicialmente desenhado pelo cartunista Ben Hardaway, conhecido também por criar Pernalonga e Patolino. Assim como esses personagens, Pica-Pau é um animal antropomórfico com um estilo de comédia excêntrico e irreverente.
4 – DUBLAGEM
Nos Estados Unidos, a voz original de Pica-Pau foi dada por Mel Blanc, conhecido por dublar quase todos os personagens masculinos das séries Looney Tunes e Merrie Melodies. Após Blanc, Ben Hardaway assumiu a dublagem do personagem, sendo eventualmente substituído por Grace Stafford, esposa de Walter Lantz, o criador do Pica-Pau.
5 – PICA PAU NA TV
Pica-Pau foi exibido regularmente na TV de 1940 a 1972, quando Lantz encerrou seu estúdio. Desde então, o personagem continua a ser exibido em reprises em diversos canais de televisão ao redor do mundo e apareceu em produções especiais, como “Uma Cilada Para Roger Rabbit”.
O Pica-Pau também é uma das estrelas da animação com sua própria estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
6 – PÉ-DE-PANO
Este é o cavalo que acompanha o Pica-Pau em suas aventuras no Velho Oeste. Pé-de-Pano é um cavalo amigável, porém medroso, não muito esperto e um pouco choroso. Em algumas histórias, ele é o cavalo de montaria do Pica-Pau; em outras, é um animal que sofre nas mãos de um bandido do oeste, mas acaba ajudando o Pica-Pau a prender o vilão.
7 – LEÔNCIO
Leôncio, também conhecido como Wally Warlus, é um leão-marinho que aparece frequentemente nas aventuras do Pica-Pau. Seu papel varia conforme a trama: às vezes ele é o proprietário da casa onde o Pica-Pau vive, em outras ocasiões, é uma figura que causa problemas para o pássaro ou o incomoda de alguma maneira. Em situações mais infelizes, ele se torna a vítima das travessuras do Pica-Pau.
Leôncio é notável pelo seu distinto sotaque, uma característica marcante que foi trazida à vida pelo dublador Júlio Municio Torres.
8 – A BRUXA DA ICÔNICA FRASE: “E LÁ VAMOS NÓS”
Você se lembra da frase “E lá vamos nós”, dita pela bruxa? Sem dúvida, ela enfrentou muitas peripécias nas mãos do Pica-Pau. No episódio “A Vassoura da Bruxa”, o cabo da vassoura da bruxa se quebra, e o Pica-Pau acaba ficando com a vassoura original dela. Enquanto isso, a bruxa tenta inúmeras outras vassouras na busca pela sua.
9 – TEVE QUE MUDAR A PERSONALIDADE
A personalidade do Pica-Pau evoluiu ao longo do tempo. Inicialmente, ele era um pássaro extrovertido e irreverente, conhecido por suas travessuras e piadas dirigidas aos outros personagens de cada episódio.
A partir de 1950, com a chegada à televisão, Pica-Pau precisou ajustar seu comportamento para se adaptar às novas normas e regulamentos da mídia.
10 – SE IDENTIFICANDO COM O PICA PAU
O Pica-Pau não é apenas popular entre as crianças; ele também atrai a atenção dos adultos e é frequentemente explorado em pesquisas científicas, teses e estudos acadêmicos. O impacto dos desenhos animados no imaginário infantil pode ajudar na formação de diversos conceitos, e o apego a um personagem como o Pica-Pau pode influenciar esse processo.
Apesar de algumas cenas que podem ser vistas como violentas, o Pica-Pau é percebido como um herói que luta pelo que é certo.
A tese de doutorado da psicóloga Elza Dias Pacheco, intitulada “O Pica-Pau: Herói ou Vilão? Representação Social da Criança e Reprodução da Ideologia Dominante”, aborda essas questões. A pesquisa foi realizada com crianças de 5 a 11 anos e, inicialmente, a pesquisadora acreditava que desenhos com níveis de violência poderiam ter um impacto negativo.
No entanto, os resultados mostraram uma visão diferente. Entre os desenhos mais citados pelas crianças, o Pica-Pau se destacou em popularidade, superando figuras como Pernalonga e outros personagens ocidentais. O Pica-Pau chamou a atenção por suas cores vibrantes, tamanho e habilidade em proteger o que é seu.
Assim, a psicóloga concluiu que o personagem ressoava profundamente com o universo infantil e criava uma identificação significativa com as crianças.
Em resumo, o Pica-Pau é um personagem que transcendeu gerações e fronteiras, evoluindo de um pássaro excêntrico e irreverente para um ícone atemporal da animação.
Sua trajetória é marcada por transformações e adaptações, desde suas origens como um pássaro maluco criado por Walter Lantz até suas incursões na televisão e o impacto duradouro em diversas mídias. A popularidade do Pica-Pau não se deve apenas ao seu humor contagiante, mas também à maneira como ele reflete e se adapta às mudanças culturais e sociais.
Com uma personalidade que combina travessuras e carisma, ele continua a cativar e entreter tanto crianças quanto adultos ao redor do mundo.
Assim, o Pica-Pau permanece como um símbolo eterno da criatividade e da inovação na animação, provando que, mesmo após décadas, ele ainda tem muito a oferecer ao seu público fiel.