🎥 20 curiosidades incríveis sobre o filme “500 Dias com Ela” (2009) que você (provavelmente) não sabia!

Lançado em 2009, “500 Dias com Ela” (500 Days of Summer) se tornou um marco no cinema romântico ao oferecer uma abordagem única e realista sobre relacionamentos. Dirigido por Marc Webb, o filme é estrelado por Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, que dão vida aos memoráveis Tom Hansen e Summer Finn.

Com uma narrativa não-linear, a obra desconstrói os clichês do amor perfeito, mostrando os altos e baixos de um romance contemporâneo. A combinação de um roteiro afiado, uma trilha sonora marcante e um visual encantador conquistou tanto o público quanto a crítica. Mais do que uma história de amor, o filme é uma reflexão sobre expectativas, desilusões e autoconhecimento.

Neste texto, exploramos curiosidades fascinantes sobre a produção, desde os bastidores e inspirações por trás da trama até os detalhes que ajudaram a transformar “500 Dias com Ela” em um clássico cult da cultura pop.

1 – A ESTREIA DO DIRETOR

Marc Webb estreou como diretor de longas-metragens com esse projeto, tendo anteriormente se dedicado exclusivamente à direção de videoclipes. Mark Web ficou mais famoso anos depois por dirigir “O Espetacular Homem-Aranha”, “O Espetacular Homem-Aranha 2” e “Gifted”.

2 – VOCÊ JÁ TINHA REPARADO NISSO?

As cores das telas que mostram a contagem dos dias do relacionamento refletem o estado da relação do casal: tons claros predominam nos momentos felizes, enquanto tons escuros aparecem nos períodos difíceis.

3 – “VIVA HATE”

O álbum de estreia de Morrissey, intitulado “Viva Hate”, aparece nos quartos de infância de Tom e Summer.

4 – JOSEPH E ZOOEY JÁ TINHAM TRABALHADOS JUNTOS

Os atores principais, Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, já haviam atuado juntos anteriormente no filme “Maníaco” (2001).

5 – VIDEOCLIPE

Marc Webb também dirigiu um videoclipe em que Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt contracenam juntos. O clipe é da banda de Zooey, “She & Him”, para a música “Why Do You Let Me Stay?”.

6 – OLHOS AZUIS

A tonalidade azul utilizada no filme foi escolhida para realçar os lindos olhos azuis de Zooey Deschanel.

7 – MUDARAM AS LOCAÇÕES DAS FILMAGENS

Inicialmente, o filme seria rodado em San Francisco, mas a produção optou por Los Angeles, ajustando o roteiro para aproveitar melhor as características da cidade.

8 – A PRÓPRIA ZOOEY DESCHANEL ESCOLHEU A MÚSICA DO KARAOKÊ

Zooey Deschanel trouxe um toque pessoal à cena do karaokê ao escolher a música “Sugar Town”, de Nancy Sinatra. A canção, conhecida por sua melodia doce e nostálgica, reflete a personalidade cativante de sua personagem, Summer Finn.

A escolha não foi aleatória: Deschanel, também cantora, selecionou uma música que harmonizasse com a atmosfera leve e íntima da cena, além de destacar sua afinidade com a música retrô. Essa decisão colaborativa entre atriz e direção tornou a sequência ainda mais autêntica, contribuindo para o charme e impacto emocional do momento no filme cult.

9 – A CENA DE DANÇA DO TOM

O filme mostra uma cena musical após Tom e Summer passarem a noite juntos. Enquanto Tom vai para o trabalho, ele está radiante e atravessa a rua em uma sequência cheia de movimentos dançantes ao som da música “You Make My Dreams” de Hall & Oates, com outras pessoas se unindo a ele na dança.

10 – A ICÔNICA TRILHA SONORA

A trilha sonora do filme foi lançada em 14 de julho de 2009 e chegou à 42ª posição na lista Billboard 200 dos Estados Unidos.

A trilha sonora se tornou um marco no cinema, destacando-se por seu ecletismo e por capturar as emoções do filme de forma única. Com músicas de artistas como The Smiths, Regina Spektor, Feist, e The Temper Trap, ela reforça a atmosfera melancólica e nostálgica da história. O hit “You Make My Dreams” de Hall & Oates e “Such Great Heights” do The Postal Service se destacam, representando momentos chave do romance.

Foi um grande sucesso comercial, ajudando a consolidar o filme como um ícone do gênero romântico contemporâneo.

11 – EPISÓDIOS DE SÉRIES

Para promover o filme, Gordon-Levitt e Deschanel participaram do episódio de estreia do “Microsoft Zune” e da série “Mean Magazine”, intitulada “Cinemash”. Nesse episódio, eles combinaram os personagens de Sid and Nancy com aspectos da trama de “500 Dias com Ela”.

12 – MILHÕES DE DVDS VENDIDOS

Quando o filme foi lançado em DVD e Blu-Ray em 2009, vendeu 759.081 cópias no primeiro ano de distribuição, ou seja, de dezembro de 2009 até o mesmo mês de 2010. Isso gerou receitas de aproximadamente US$11 milhões. Atualmente, as vendas já superam os 2 milhões de cópias.

13 – CHAPÉU-COCO

Quando Tom entra pela primeira vez no apartamento de Summer, a câmera destaca um chapéu-coco com uma maçã verde sobre ele. Essa cena faz referência à famosa pintura de René Magritte, “The Son of Man”, que é o artista preferido de Summer.

14 – “SWEET AND SHOWER”

O filme pornô que Tom e Summer alugam, intitulado “Sweet and Shower”, foi criado exclusivamente para ser mostrado nessa cena.

15 – INDICAÇÕES A VÁRIOS PRÊMIOS

O filme “500 Dias com Ela” recebeu as seguintes indicações: Melhor Filme – Comédia/Musical, Melhor Ator em Comédia/Musical – Joseph Gordon-Levitt no Globo de Ouro de 2010 e Melhor Filme, Melhor Ator – Joseph Gordon-Levitt e Melhor Roteiro no Independent Spirit Awards de 2010.

16 – UM ERRO DE ROTEIRO?

Tom e Rachel são vistos jogando um Nintendo Wii no dia 11. Perto do final do filme, o narrador menciona que o dia 500 é uma quarta-feira, 23 de maio. A última vez que 23 de maio caiu numa quarta-feira foi em 2007.

Ao contar de forma regressiva, isso indica que o dia 11 teria ocorrido em 18 de janeiro de 2006. No entanto, o Nintendo Wii só foi lançado em 19 de novembro de 2006.

17 – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL DO ROTEIRISTA

O filme tem uma abordagem única ao contar a história de um relacionamento, misturando romance com reflexão. O roteiro, escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber, é amplamente inspirado na experiência pessoal de Neustadter, que passou por um término de relacionamento difícil.

Cerca de 75% do enredo do filme reflete eventos reais da vida do roteirista, com a personagem de Joseph Gordon-Levitt, Tom Hansen, sendo uma representação de suas próprias emoções e desafios após a separação.

Embora a história tenha elementos fictícios, a essência do filme é profundamente pessoal para Neustadter, que usou suas experiências como base para explorar os altos e baixos das relações amorosas e suas consequências emocionais.

18 – TOM IDEALIZOU DEMAIS A SUMMER?

Desde o começo, o filme deixa evidente que não é uma produção tradicional do gênero. Mesmo de forma bem-humorada, a frase inicial (“O filme a seguir é uma história fictícia. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, Jenny Beckman. Vaca”) já revela que os eventos contados envolvem, no mínimo, uma frustração de seu criador – como veremos o próprio protagonista experimentar.

Em 2009, o diretor Marc Webb falou sobre essa “homenagem” do roteirista Scott Neustadter à jovem, em uma entrevista ao Omelete: “Este filme é sobre aquele momento da vida em que você espera por certas coisas que nem sempre acontecem, e Jenny Beckman foi a personificação disso para o jovem Scott”.

Não é por acaso que Tom é retratado como um cara idealista. Então, ao ver Summer pela primeira vez, ele quase tem certeza de que ela é sua tão esperada alma gêmea. Ele sempre a esperou.

Porém, o que o aspirante a arquiteto não percebe, mas Neustadter e seu parceiro Michael H. Weber deixam claro, é que a Summer pela qual Tom se apaixona não é real; ela é apenas uma ideia. Por isso, mesmo apresentando a perspectiva de Tom sobre o que aconteceu – ou seja, uma visão parcial do relacionamento –, “500 Dias com Ela” deixa pistas de que o jovem tem uma visão distorcida de sua própria versão da história.

Talvez nem os próprios criadores do filme tivessem noção da complexidade de um personagem como Tom. Mas é justamente por isso que assistir a um filme anos depois pode ser tão revelador: para entender como seu ponto de vista pode ter mudado em um período tão curto.

19 – UM NARRADOR NÃO CONFIÁVEL

Em 500 Dias com Ela, a história é narrada por Tom, e isso cria uma perspectiva subjetiva que pode tornar o filme um exemplo clássico de “narrador não confiável”. A visão de Tom sobre Summer é filtrada por suas próprias emoções e expectativas, o que nos faz questionar até que ponto ele exagera nas reações dela.

Em várias cenas, ele enxerga em Summer algo quase inalcançável, e distorce os momentos em que ela é mais independente ou distante. Essa abordagem cria uma desconexão entre o que Tom sente e o que realmente aconteceu, levando o público a refletir se Summer realmente era tão fria ou se Tom interpretou erroneamente suas atitudes, levando a um retrato distorcido do relacionamento. Ao apresentar a história dessa forma, o filme explora como nossas próprias emoções podem influenciar e distorcer nossa percepção da realidade.

20 – TOM SEGUIU EM FRENTE?

O filme “500 Dias Com Ela”, originalmente intitulado “500 Days of Summer”, pode ser traduzido como “500 Dias de Verão”. No final, quando Tom conhece uma garota chamada Autumn (Outono, em português), o público percebe que ele seguiu em frente, simbolizando que, assim como o Outono vem logo depois do Verão, ele está pronto para uma nova fase em sua vida.

CONCLUSÃO

“500 Dias com Ela” é um filme que, com sua abordagem não convencional de romance, permanece uma obra marcante no cinema contemporâneo. Ao mostrar uma história de amor não linear, o filme desconstrói a ideia de que a vida amorosa segue um caminho previsível e feliz, refletindo sobre as complexidades das relações humanas.

Através de suas reviravoltas emocionais, personagens cativantes e trilha sonora icônica, o filme nos convida a repensar o que realmente significa encontrar o amor. A interpretação de Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, juntamente com a direção criativa de Marc Webb, transforma uma narrativa simples em uma experiência inesquecível.

“500 Dias com Ela” se destaca por sua capacidade de falar diretamente ao público sobre os altos e baixos dos relacionamentos, a importância do autoconhecimento e a aceitação de que nem sempre as coisas saem como planejado. Com seu final aberto, o filme nos faz refletir sobre o que realmente importa ao longo da jornada.

VEJA TAMBÉM: