🎥 13 curiosidades incríveis sobre o filme “Pantera Negra” (2018) que você (provavelmente) não sabia!

Lançado em 2018, “Pantera Negra” não apenas revolucionou o universo cinematográfico da Marvel, mas também se tornou um marco cultural global. Dirigido por Ryan Coogler, o filme trouxe à tona a história de T’Challa, o rei de Wakanda, um reino africano altamente avançado, mas isolado do resto do mundo.
Com uma trama envolvente, que mistura elementos de ação, política e cultura, “Pantera Negra” conquistou uma legião de fãs e gerou discussões importantes sobre representatividade no cinema. Além disso, o filme contou com um elenco estelar, incluindo Chadwick Boseman, Michael B. Jordan e Lupita Nyong’o, e se destacou por sua trilha sonora composta por Kendrick Lamar.
Em meio ao sucesso de bilheteira e a crítica positiva, “Pantera Negra” não só desafiou as convenções dos filmes de super-heróis, mas também deixou um legado de impacto cultural e político. Vamos explorar algumas das curiosidades que tornam esse filme ainda mais fascinante.
1 – O TERMO “PANTERA NEGRA”
O termo “pantera” não se refere apenas a um tipo de animal. Na realidade, conforme o Projeto Panthera, uma organização não governamental internacional voltada à preservação das 40 espécies de felinos selvagens e seus ecossistemas, o termo está relacionado à classificação taxonômica (gênero Panthera) dos grandes felinos, como tigres, leões, onças e leopardos.
Portanto, uma pantera negra é, na verdade, um grande felino com pelagem escura. Segundo o projeto, esse fenômeno é conhecido como melanismo, que ocorre quando há uma produção excessiva de melanina, o pigmento responsável pela cor preta, na pele desses felinos.
Dessa forma, tanto onças quanto leopardos podem ser classificados como panteras negras. No entanto, nem todas as espécies do gênero Panthera apresentam esse fenômeno. O projeto aponta que, até o momento, não existem registros de pumas ou tigres com pelagem negra.
2 – CRIADO EM 1966
Um equívoco comum sobre o “Pantera Negra” é a ideia de que sua criação foi inspirada no Partido dos Panteras Negras, que atuou nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1980, promovendo ideais antirracistas e monitorando a violência policial contra negros.
Na realidade, o Pantera Negra das HQs foi criado em julho de 1966, enquanto o Partido dos Panteras Negras foi fundado em outubro do mesmo ano. Portanto, T’Challa apareceu primeiro.
3 – “WAKANDA” É DERIVADO DE UMA TRIBO REAL
A mitologia do “Pantera Negra”, tanto nas histórias em quadrinhos quanto nos filmes, é fortemente inspirada por figuras reais do continente africano. Um exemplo disso é o nome de Wakanda, que é derivado de Wakamba, uma tribo real do Quênia. Além disso, a língua falada pelos habitantes de Wakanda é o Xhosa, que usa o alfabeto latino e é comum em algumas regiões da África do Sul.
4 – GUERREIRAS REAIS
Dora Milaje, a Guarda Real de Wakanda, que se destacam por serem compostas por mulheres guerreiras carecas, extremamente habilidosas no combate. Elas foram inspiradas nas Agojie, a Guarda Real do antigo reino de Daomé, que hoje corresponde ao Benin. Essas guerreiras, que deveriam ser mais de 6 mil, eram recrutadas ainda jovens e dedicavam suas vidas à proteção seu rei, mesmo que isso significasse abrir mão de relações pessoais.
5 – CINCO TRIBOS DISTINTAS
Para formar o conselho de Wakanda, os criadores optaram por introduzir cinco tribos distintas, como os mineradores, os Jabari, entre outras, que convivem juntas na nação. Além disso, cada tribo foi projetada para refletir diversos aspectos culturais de tribos africanas reais, influenciando seus trajes e comportamentos.
6 – MERGULHANDO NA RAIVA DO VILÃO
Muitos afirmam que o vilão do filme, Erik Killmonger (interpretado por Michael B. Jordan), acabou roubando a cena e ofuscando o protagonista. Durante as gravações, Michael procurou se isolar o máximo possível para entender o personagem e mergulhar na raiva que o consumia.
De acordo com o ator, Killmonger era uma figura complexa, com uma missão bem distinta das dos outros, e por isso ele sentia a necessidade de se afastar dos demais.
7 – AS CICATRIZES DO VILÃO REALMENTE ERAM FEITAS EM ANTIGAS TRIBOS AFRICANAS
Um dos aspectos mais intrigantes do vilão é que seu corpo está coberto por cicatrizes que ele próprio fez, com cada marca representando uma pessoa que ele matou. Como a essência do personagem está ligada à busca por conexão com suas raízes, a produção se inspirou na vida real para criar essa característica.
O processo de automutilação é conhecido como escarificação, uma prática que caiu em desuso. Em algumas tribos africanas, objetos cortantes ou queimaduras com água quente eram usados tanto como formas de “maquiagem” para mulheres quanto para marcar diferentes classes sociais.
8 – “OS MENINOS DE TOLKIEN”
O elenco principal do filme inclui apenas dois atores brancos: Martin Freeman e Andy Serkis. Freeman interpretou o Agente Ross, enquanto Serkis foi o vilão Garra Sônica. Nos bastidores, ambos eram apelidados de “Tolkien Boys”, ou “Os Meninos de Tolkien”, devido ao fato de que cada um havia interpretado personagens icônicos no universo de “O Senhor dos Anéis” (Freeman como Bilbo Bolseiro e Serkis como Gollum).
9 – RESPOSTA CERTEIRA
Durante as entrevistas de divulgação do filme, uma das perguntas mais comuns feitas a Martin Freeman era sobre como ele se sentia sendo um dos poucos atores brancos no elenco. Ele sempre respondia questionando o motivo de isso gerar tanta atenção, e perguntava: “Você já parou para pensar que é assim que os atores negros se sentem na maioria dos filmes?”
10 – UM FILME SIGNIFICATIVO PARA O DIRETOR
O cineasta Ryan Coogler, que também dirige “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (2022), tem uma ligação muito pessoal com esse projeto.
Como fã de quadrinhos e filmes inspirados neles, Coogler sempre desejou ver personagens que se assemelhassem a ele, à sua família e amigos nas telas: “Uma das questões mais significativas para mim, neste filme, foi explorar o tema ‘O que significa ser africano’. Isso foi algo que busquei responder para mim, não apenas como artista, mas também como indivíduo”, destacou ele.
11 – ORÇAMENTO SALGADO E UMA BILHETERIA BILIONÁRIA
O longa custou cerca de US$200 milhões para ser feito, um valor muito alto para a época. Mesmo assim, os riscos ficaram de lado no primeiro fim de semana do filme em cartaz, quando arrecadou pouco mais de US$202 milhões de dólares.
Ao fim de sua passagem pelas telonas, “Pantera Negra” arrecadou US$1,35 bilhão, fazendo dele o filme solo de heróis Marvel com maior bilheteria até então – ele viria a ser superado em 2021, por “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”, que arrecadou US$ 1,9 bilhão.
12 – SUCESSO NO OSCAR
“Pantera Negra” foi o primeiro filme de super-herói a receber não apenas uma, mas sete indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme em 2019, levando três estatuetas para casa: Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Design de Produção.
13 – A FALTA DE CHADWICK BOSEMAN
Chadwick Boseman desempenhou um papel fundamental no sucesso e impacto cultural de “Pantera Negra”. Sua interpretação de T’Challa, o rei de Wakanda, foi profundamente significativa não apenas por sua habilidade como ator, mas também pela forma como o personagem representou a força, a dignidade e a complexidade da cultura africana. T’Challa se tornou um ícone de representatividade, inspirando uma nova geração de pessoas a verem heróis em papéis que tradicionalmente não eram vistos em filmes de grande escala.
A morte de Chadwick Boseman, em 2020, deixou uma lacuna imensa no universo cinematográfico, especialmente em “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” (2022). O falecimento do ator, após uma luta silenciosa contra o câncer de cólon, trouxe uma tristeza profunda, pois ele foi mais que um herói nas telas; ele era um símbolo de força e superação.
No filme, sua ausência foi sentida de forma palpável, e os roteiristas optaram por não o substituir, mantendo T’Challa como uma lembrança honrosa. A falta de Boseman trouxe um tom emocional e um luto coletivo, tanto para os personagens quanto para o público, sendo um tributo a sua imensa contribuição ao legado de Wakanda e ao cinema.
CONCLUSÃO
“Pantera Negra” não apenas conquistou o público global, mas também se tornou um marco na história do cinema. Com sua representação rica e diversificada da cultura africana, o filme não só celebrou a identidade negra, mas também desafiou as normas estabelecidas, trazendo uma nova perspectiva ao universo dos super-heróis.
A direção de Ryan Coogler e a atuação impressionante de Chadwick Boseman como T’Challa ajudaram a criar um legado que transcende o entretenimento, abrindo portas para discussões sobre poder, responsabilidade e pertencimento. Além disso, “Pantera Negra” se destacou por sua trilha sonora, figurinos e efeitos visuais, tornando-se uma obra culturalmente significativa e relevante.
O sucesso de crítica e de público, aliado ao reconhecimento histórico em prêmios como o Oscar, consolidou o filme como uma obra-prima que não só reimaginou o gênero de super-heróis, mas também fez história no cinema mundial.