đŸŽ„ 12 curiosidades incrĂ­veis sobre o filme “A Lista de Schindler” (1993) que vocĂȘ (provavelmente) nĂŁo sabia!

“A Lista de Schindler”, dirigido por Steven Spielberg em 1993, Ă© uma obra cinematogrĂĄfica aclamada que retrata de forma intensa e emocionante a histĂłria real de Oskar Schindler, um empresĂĄrio alemĂŁo que salvou a vida de mais de 1.100 judeus durante o Holocausto. Ambientado na PolĂŽnia ocupada pelos nazistas, o filme nĂŁo apenas captura os horrores da Segunda Guerra Mundial, mas tambĂ©m os atos heroicos de Schindler, interpretado brilhantemente por Liam Neeson.

Entre as curiosidades fascinantes da produção, destaca-se o uso deliberado da cor vermelha em meio ao preto e branco predominante, simbolizando a esperança e o sangue derramado. Além disso, para manter um ambiente de autenticidade, Spielberg contratou muitos sobreviventes do Holocausto como consultores, garantindo a precisão histórica e emocional do filme.

Com sete Oscars, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme, “A Lista de Schindler” continua a ser um testemunho poderoso da resiliĂȘncia humana diante da adversidade mais sombria da histĂłria moderna.

1 – É BASEADO EM UM LIVRO

O filme, lançado em 1982, tem como origem um livro escrito por Thomas Keneally intitulado “Schindler’s Ark” (ou “A Arca de Schindler” em portuguĂȘs). A obra surgiu apĂłs uma conversa casual entre o autor australiano e Leopold Pfefferberg, um sobrevivente do Holocausto que trabalhava como vendedor de artigos de couro. Pfefferberg foi salvo por Oskar Schindler, e anos mais tarde, ele foi contratado como consultor durante as filmagens do filme baseado no livro.

2 – STEVEN SPIELBERG QUASE RECUSOU DIRIGIR O FILME

Logo apĂłs o lançamento do livro, Sid Sheinberg, entĂŁo presidente da MCA/Universal, apresentou a obra a Steven Spielberg. Quando o estĂșdio adquiriu os direitos do livro, Spielberg inicialmente recusou dirigir o filme, pois nĂŁo se sentia preparado para tal responsabilidade. Sendo judeu, ele estava muito apreensivo com a ideia de dirigir um filme que retratava o sofrimento e a morte de tantos judeus.

Spielberg chegou a convidar Roman Polanski, diretor de “O BebĂȘ de Rosemary” (1968), e Martin Scorsese, diretor de “Taxi Driver” (1976), para assumir a direção do projeto, enquanto ele ficaria apenas como produtor. No entanto, acabou aceitando a direção do filme.

3 – SPIELBERG NÃO ACEITOU SALÁRIO

Com seus sucessos anteriores, como “TubarĂŁo” (1975) e “E.T – O Extraterrestre” (1982), Spielberg jĂĄ estava financeiramente bem estabelecido. Ele percebeu que nĂŁo deveria fazer o projeto visando lucro, pois, como ele mencionou em uma entrevista posterior, seria um “dinheiro de sangue”.

Os ganhos obtidos com o filme foram destinados à criação da Fundação Shoah, uma organização vinculada à Universidade do Sul da Califórnia, dedicada a preservar a história das vítimas do Holocausto.

4 – ATOR CAUSOU TRAUMAS EM UMA SOBREVIVENTE

O ator Ralph Fiennes interpretou o nazista Amon Goeth. Durante as filmagens, uma sobrevivente do Holocausto, Mila Pfefferberg, chegou a tremer ao ver Fiennes, pois sua semelhança com o verdadeiro Goeth era impressionante.

5 – ESCOLHENDO UM ATOR NÃO CONHECIDO

Embora Harrison Ford, Kevin Costner e Mel Gibson tenham sido cogitados para o papel de Oskar Schindler, Steven Spielberg nĂŁo queria um ator de Hollywood conhecido para interpretĂĄ-lo. Foi entĂŁo que ele se lembrou de Liam Neeson, um ator irlandĂȘs atĂ© entĂŁo pouco conhecido, que Spielberg havia visto em uma peça da Broadway.

6 – VISITANDO LUGARES REAIS

Antes do filme ser gravado, o diretor fez viagens para conhecer locais relacionados a história, seja para recriar o campo de concentração com o måximo de fidelidade, como também para obter relatos de sobreviventes. Ele ainda visitou o apartamento onde viveu o verdadeiro Oskar Schindler.

7 – A MENININHA DO VESTIDO VERMELHO

Criada para destacar que até as crianças foram vítimas da barbårie nazista, a personagem foi inspirada em Roma Ligocka, uma verdadeira sobrevivente do Holocausto.

No filme, ela foi interpretada por Oliwia Dabrowska, que tinha apenas trĂȘs anos na Ă©poca das filmagens.

A pedido de Spielberg, ela prometeu nĂŁo assistir ao filme antes dos 18 anos, mas quebrou essa promessa e o viu aos onze anos.

8 – O FILME SERIA GRAVADO EM ALEMÃO

Inicialmente, o diretor pensou em filmar em alemĂŁo e polonĂȘs para garantir a maior fidelidade histĂłrica possĂ­vel. No entanto, ele optou por rodar o longa em inglĂȘs, para garantir que o pĂșblico prestasse total atenção ao conteĂșdo. Spielberg considerou que os americanos nĂŁo estĂŁo acostumados a filmes legendados e muitos ainda tĂȘm preconceito contra legendas atĂ© hoje.

9 – PAUSA PARA RESPIRAREM

Ao trabalharem em uma obra que lida com uma histĂłria muito pesada, naturalmente um clima triste tomou conta de todos os profissionais nas filmagens.

Para melhorar o ambiente, o ator Robin Williams foi convocado para animar a equipe, e fez questĂŁo de comparecer.

Por sua vez, Spielberg buscava assistir a episĂłdios da sĂ©rie de comĂ©dia “Seinfeld” (1989-1998), para esquecer um pouco das filmagens.

10 – JOHN WILLIAMS QUASE NÃO FEZ A TRILHA SONORA

Para compor a trilha sonora, Spielberg chamou o talentoso John Williams, com quem jĂĄ havia colaborado em filmes como “TubarĂŁo” (1975), “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e “E.T.: O Extraterrestre” (1982), entre outros.

Depois de assistir a uma versĂŁo preliminar do filme, John Williams ficou tĂŁo impactado que pediu um momento para se recompor. Ao retornar, ele disse a Spielberg, com grande humildade, que a obra merecia um compositor melhor para criar a trilha sonora.

Spielberg respondeu: “Eu sei, mas eles jĂĄ estĂŁo todos mortos”, referindo-se a gĂȘnios como Mozart, Beethoven, Chopin e Bach.

11 – RECONHECIDO NO OSCAR

Na noite de 21 de março de 1994, “A Lista de Schindler” recebeu sete estatuetas do Oscar nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor (o primeiro de Spielberg), Melhor Roteiro, Melhor Cinematografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora Original.

A obra concorreu ainda nas categorias de Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Figurino, Melhor Som e Melhor Maquiagem.

12 – ENCONTRARAM A LISTA VERDADEIRA

A lista de Schindler verdadeira foi encontrada escondida no sĂłtĂŁo do apartamento do verdadeiro Oscar Schindler, em Hildensteim.

Esse foi o mesmo local em que ele permaneceu até o ano de 1974, quando veio a falecer.

“A Lista de Schindler” nĂŁo Ă© apenas um filme, mas uma poderosa narrativa que transcende o cinema, tocando profundamente o pĂșblico ao retratar a complexidade moral e o heroĂ­smo em face do mal. Ao explorar as curiosidades por trĂĄs dessa obra-prima cinematogrĂĄfica, como o simbolismo da cor vermelha e o envolvimento de sobreviventes do Holocausto na produção, percebemos como Spielberg e sua equipe capturaram nĂŁo apenas eventos histĂłricos, mas tambĂ©m emoçÔes humanas universais.

A precisĂŁo e o respeito pela histĂłria sĂŁo evidentes em cada cena, refletindo o compromisso do diretor em honrar as vĂ­timas e os herĂłis desse perĂ­odo sombrio. “A Lista de Schindler” continua a ser um lembrete vital da capacidade humana tanto para o mal quanto para o bem, inspirando a reflexĂŁo sobre nossas prĂłprias escolhas e responsabilidades.

Como testemunho da força do espírito humano, o filme permanece uma obra essencial que ressoa com geraçÔes, garantindo que jamais esqueçamos os eventos que moldaram nosso mundo.

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