đŸŽ„ 10 curiosidades incrĂ­veis sobre o filme “AtĂ© o Último Homem” (2016) que vocĂȘ (provavelmente) nĂŁo sabia!

O filme “AtĂ© o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson, Ă© um emocionante relato de heroĂ­smo e determinação baseado em uma histĂłria real. Lançado em 2016, a produção narra a trajetĂłria de Desmond Doss, um jovem adventista do sĂ©timo dia que se alistou no exĂ©rcito durante a Segunda Guerra Mundial com um objetivo peculiar: salvar vidas sem jamais pegar em armas.

Interpretado de forma brilhante por Andrew Garfield, Doss enfrentou preconceitos e desafios intensos para se tornar o primeiro objetor de consciĂȘncia a receber a Medalha de Honra dos Estados Unidos. O filme, ambientado no brutal cenĂĄrio da Batalha de Okinawa, impressiona com cenas realistas de combate e uma mensagem poderosa de fĂ©, coragem e compaixĂŁo.

Conheça agora algumas das curiosidades mais fascinantes sobre este aclamado longa que conquistou o pĂșblico e a crĂ­tica ao redor do mundo.

1 – INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL

O filme Ă© inspirado na histĂłria de Desmond Doss, um cabo do exĂ©rcito dos Estados Unidos que ficou famoso por salvar 75 soldados durante a Segunda Guerra Mundial, sem jamais disparar uma arma. A obra tambĂ©m Ă© baseada no documentĂĄrio “The Conscientious Objector”, lançado em 2004, que narra sua jornada.

2 – DESMOND DEMONSTRAVA EMPATIA DESDE CRIANÇA

Desmond nasceu em 7 de fevereiro de 1919, na cidade de Lynchburg, VirgĂ­nia, nos Estados Unidos. Desde pequeno, ele jĂĄ mostrava grande empatia. Um exemplo disso aconteceu na infĂąncia, quando caminhou cerca de 9 quilĂŽmetros para doar sangue a uma pessoa que havia sofrido um acidente.

3 – TORNANDO O PERSONAGEM MAIS HUMANO

No filme Desmond mantém seus princípios religiosos e pessoais ao decidir não portar armas ou tirar vidas. Em uma cena de flashback, ele relembra um episódio em que seu pai, armado, agredia sua mãe. Desmond interveio, tomou o revólver e o apontou para o pai. Na vida real, porém, o pai de Desmond sacou a arma durante uma discussão com o cunhado.

A mĂŁe de Desmond conseguiu convencĂȘ-lo a entregar a arma e pediu ao filho que a jogasse no rio, o que ele fez. O roteirista explica a alteração: “Adaptei essa parte para tornĂĄ-lo mais humano. Ele nĂŁo era um santo, podia se irritar como qualquer pessoa e atĂ© cogitar atos violentos. Isso torna sua escolha de agir por princĂ­pios de consciĂȘncia ainda mais notĂĄvel”.

4 – COMO DESMOND CONHECEU DOROTHY

No filme, Desmond conhece Dorothy (interpretada por Teresa Palmer), uma enfermeira, durante uma visita ao hospital para doar sangue, apĂłs socorrer um acidentado. No entanto, o roteirista esclarece que, na vida real, eles realmente se encontraram no hospital, mas nĂŁo em circunstĂąncias ligadas a um acidente.

Os dois começam a namorar e mantĂȘm o relacionamento mesmo apĂłs Desmond decidir se alistar no exĂ©rcito. Eles planejam se casar antes de sua partida para a guerra, em um dia de folga durante o treinamento. Contudo, o pedido de folga Ă© negado, e o casamento Ă© adiado por algumas semanas. O casal oficializou a uniĂŁo em 17 de agosto de 1942.

5 – O TREINAMENTO DE DESMOND FOI MAIS DEMORADO, MAS ELE REALMENTE APANHAVA DOS COLEGAS POR REZAR

Sobre o treinamento de Desmond, o roteirista Schenkkan explicou: “O treinamento de Desmond foi, na verdade, mais longo, e sua companhia passou por vĂĄrios locais nos Estados Unidos antes de serem enviados ao exterior. Inicialmente, estiveram em Guam antes de chegarem a Okinawa”.

Desmond realmente enfrentou zombarias por se recusar a portar armas: “Exageramos as agressĂ”es fĂ­sicas que ele sofreu”, admite o roteirista: “Mas Ă© verdade que os outros soldados jogavam seus sapatos nele enquanto ele rezava”. No filme, o personagem Smitty (interpretado por Luke Bracey), que desempenha o papel de seu principal antagonista, Ă© fictĂ­cio.

Além disso, um de seus comandantes tenta dispenså-lo por questÔes psiquiåtricas, algo que realmente aconteceu na vida real.

6 – DESMATAMENTO

Bringelly, na Austrålia, foi uma das cidades escolhidas para as gravaçÔes do filme. No entanto, a equipe de produção teve que limpar e desmatar 500 hectares de terra para as filmagens.

A produção obteve autorização para essa atividade, desde que se comprometesse a replantar as årvores e restaurar o solo posteriormente. Esse processo gerou mais de 720 empregos e resultou em um lucro de 19 milhÔes para a região.

7 – MEL GIBSON VOLTA À DIREÇÃO DEPOIS DE 10 ANOS

Este filme marca o retorno de Mel Gibson Ă  direção apĂłs um jejum de dez anos. Seu Ășltimo trabalho como diretor foi “Apocalypto” (2006) – uma histĂłria de sobrevivĂȘncia e fuga ambientada na civilização maia, abordando sacrifĂ­cios, perseguiçÔes e coragem – que, na Ă©poca, foi um grande sucesso de bilheteira e recebeu crĂ­ticas amplamente positivas.

8 – ANDREW GARFIELD VISITOU A TERRA NATAL DE DESMOND

Mel Gibson revelou que escolheu Andrew Garfield para o papel principal devido Ă  sua performance em “A Rede Social” (2010). Para se preparar para o personagem, Garfield tambĂ©m visitou a cidade natal de Desmond Doss e teve a oportunidade de conhecer as ferramentas que ele usava em sua vida cotidiana.

9 – CRÍTICAS MUITO POSITIVAS

O filme recebeu crĂ­ticas amplamente positivas por sua abordagem intensa e realista da Segunda Guerra Mundial. A performance de Andrew Garfield foi elogiada por sua profundidade e sensibilidade, dando vida a um herĂłi de guerra nĂŁo convencional.

Além disso, a direção de Gibson foi destacada por sua habilidade em equilibrar momentos de ação com a tensão emocional. A fotografia e os efeitos especiais também receberam elogios, especialmente pelas cenas de combate realistas e impactantes, que foram consideradas uma das melhores representaçÔes do conflito no cinema.

10 – PRÊMIOS E BILHETERIA

O filme foi indicado a dois prĂȘmios no Globo de Ouro e venceu 2 Oscar: Melhor Edição (John Gilbert) e Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Grant).

“AtĂ© o Último Homem” custou US$40 milhĂ”es e arrecadou cerca de US$175 milhĂ”es mundialmente.

CONCLUSÃO

“AtĂ© o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson, Ă© uma obra cinematogrĂĄfica que nĂŁo sĂł retrata uma histĂłria emocionante de coragem e sacrifĂ­cio, mas tambĂ©m ilumina a importĂąncia da resistĂȘncia do espĂ­rito humano em face das adversidades mais extremas. Baseado em eventos reais da Segunda Guerra Mundial, a trajetĂłria de Desmond Doss, um objetor de consciĂȘncia que se tornou herĂłi, Ă© uma das mais comoventes e inspiradoras do cinema.

A atuação de Andrew Garfield, que traz profundidade e empatia ao personagem, Ă© uma das grandes forças do filme. AlĂ©m disso, a forma como a produção aborda temas como fĂ©, paciĂȘncia e integridade torna “AtĂ© o Último Homem” nĂŁo apenas um filme de guerra, mas uma reflexĂŁo sobre os valores humanos.

A combinação de momentos de intensa ação e drama pessoal oferece uma experiĂȘncia cinematogrĂĄfica que permanece na memĂłria do espectador, destacando o poder da determinação e da humanidade em tempos de guerra.

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