🎥 12 curiosidades incríveis sobre o filme “O Dia Depois de Amanhã” (2004) que você (provavelmente) não sabia!

“O Dia Depois de Amanhã” (2004), dirigido por Roland Emmerich, é um filme de desastre que conquistou o público com sua visão apocalíptica do clima. Com uma trama envolvente e efeitos visuais impressionantes, a obra explora a ameaça de um cataclismo global causado por mudanças climáticas extremas, levando o planeta a um colapso súbito e violento.

O filme segue a jornada de um cientista que luta para salvar o mundo e sua família enquanto o clima se descontrola de maneiras inimagináveis. Além de ser um sucesso de bilheteira, “O Dia Depois de Amanhã” também gerou debates sobre a relação entre a ficção e as questões ambientais reais. O longa é marcado por cenas que, até hoje, impressionam pela magnitude e realismo.

Neste artigo, vamos explorar curiosidades sobre os bastidores, o impacto cultural e as inovações tecnológicas que tornaram o filme um marco no gênero de desastres cinematográficos.

1 – EXIGÊNCIAS PARA ACEITAREM O ROTEIRO

Após ser finalizado, o roteiro foi colocado em leilão para os principais estúdios de Hollywood, com uma exigência: eles tinham apenas 24 horas para dar uma resposta. O único estúdio que demonstrou interesse no projeto, que exigia um orçamento considerável, foi a 20th Century Fox.

2 – O FILME FOI INICIALMENTE AFETADO PELO 11/9

A ideia de criar o filme surgiu enquanto Roland Emmerich estava filmando “O Patriota” (2000). Contudo, ele optou por adiar o projeto após os atentados de 11 de setembro. Naquele momento, ele acreditou que não seria apropriado lançar um filme de catástrofe ambientado em Nova York, já que a cidade estava lidando com o trauma de uma tragédia real.

Com o tempo, porém, ele voltou a trabalhar no roteiro. Mesmo com o estúdio com medo de lançar um filme baseado em uma tragédia filmada em Nova York, as sessões-teste realizadas na cidade geraram reações extremamente positivas do público, especialmente nas cenas em que a cidade é inundada.

Embora muitas das cenas de catástrofe tenham sido criadas com CGI, a produção do longa também incluiu filmagens em locações reais. A cidade de Nova York, uma das mais impactadas no filme, foi filmada em vários pontos-chave, incluindo o famoso Central Park, que aparece coberto de neve.

Além disso, a produção se deparou com dificuldades logísticas para filmar cenas em locais expostos ao tempo, como tempestades de neve, já que o clima precisava ser controlado para garantir segurança, ao mesmo tempo em que procuravam autenticidade visual nas filmagens.

3 – OS PROTAGONISTAS SERIAM CRIANÇAS

Uma das maiores diferenças do roteiro original para a versão final foi que Roland Emmerich escreveu o filme com seus protagonistas sendo crianças na casa dos 10 anos de idade. Só que ele assistiu ao filme “O Céu de Outubro” (1999) e ficou encantado com o trabalho de Jake Gyllenhaal.

Então, ele perguntou para o pessoal do casting se ficaria crível ter o Jake interpretando um garoto de 17 anos, já que ele tinha 24 na época. Com o retorno positivo, ele reescreveu as situações para que seus protagonistas fossem adolescentes.

4 – DESAFIO PARA O ELENCO

Os principais personagens do filme, interpretados por Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal e Emmy Rossum, passaram por desafios durante as filmagens, devido ao intenso cenário climático representado no set.

Durante a filmagem das cenas de frio extremo, os atores foram expostos a temperaturas artificiais muito baixas, simulando a nova era do gelo proposta no filme. Isso exigiu trajes e equipamentos especiais para garantir que os atores conseguissem atuar confortavelmente, mesmo em condições de filmagem extremamente geladas.

5 – O ATOR ERA A CARA DO VICE-PRESIDENTE DA VIDA REAL

A produção enfrentou críticas políticas pesadas por ter escolhido Kenneth Welsh para interpretar o Vice-Presidente dos EUA, devido à sua semelhança com o Vice-Presidente da vida real, Dick Cheney.

No entanto, a escalação foi mantida, pois, segundo Roland Emmerich, a intenção era justamente essa. A escolha foi uma crítica direta à postura de George W. Bush e Cheney, que não levavam a sério a questão climática e se opunham ao Protocolo de Kyoto.

6 – TRAMA COMPLETAMENTE ABSURDA

Antes do início da produção do filme, a extinta FOX (agora comprada pela DISNEY), tentou contratar cientistas da NASA como consultores para garantir que a história fosse cientificamente precisa. No entanto, quando o roteiro chegou às mãos da direção, eles o leram e acharam a trama completamente absurda.

O receio de uma possível repercussão negativa foi tão grande que a diretoria emitiu um memorando proibindo seus funcionários de se envolverem ou comentarem sobre o filme. Com o tempo, essa orientação foi revogada.

7 – “UMA ENORME BOBAGEM SEM NENHUM FUNDAMENTO CIENTÍFICO”

Apesar da reação inicial da NASA, a Fox não desistiu e buscou novas opiniões científicas para dar mais base ao seu filme. Para isso, reuniram profissionais de diferentes áreas da ciência e os convidaram para uma pré-estreia exclusiva.

O resultado, no entanto, foi semelhante à reação da NASA. A maioria dos especialistas riu e afirmou que, embora fosse uma enorme bobagem sem nenhum fundamento científico, era uma boa diversão para passar o tempo. Esse feedback levou o filme a entrar no Top 10 de filmes cientificamente incorretos do Yahoo!.

8 – DEBATENDO O AQUECIMENTO GLOBAL

O filme é uma das produções de maior bilheteira a abordar diretamente o aquecimento global e as suas consequências catastróficas. A trama gira em torno de uma mudança climática abrupta que desencadeia uma série de desastres naturais, incluindo uma nova era do gelo.

O filme se insere no contexto de crescente conscientização sobre as questões ambientais. Ele foi lançado em um período de debates intensos sobre o aquecimento global e, mesmo com a dramatização, ajudou a sensibilizar o público sobre os riscos das mudanças climáticas e suas implicações para o futuro.

9 – INVESTINDO EM EFEITOS VISUAIS SURPREENDENTES

O grande atrativo do filme foram seus efeitos visuais surpreendentes. A utilização do CGI foi inovadora e se tornou referência para grandes produções posteriores. Para que isso acontecesse, mais de mil artistas digitais foram contratados, e nove estúdios especializados em efeitos especiais colaboraram no projeto durante um ano inteiro.

10 – A FAMOSA CENA DO TSUNAMI

A famosa cena do tsunami em Nova York foi criada utilizando uma combinação de animação digital e filmagens reais. O processo exigiu extensos estudos sobre a física do movimento das águas, buscando replicar de forma realista como um tsunami gigantesco afetaria as grandes cidades.

Para dar vida à cena de congelamento de grande parte do mundo, o time de efeitos visuais usou simulações complexas de temperatura e vento para ilustrar o impacto das mudanças climáticas.

11 – SOUTH PARK QUASE LANÇOU UM EPISÓDIO ZOANDO O FILME NO MESMO DIA DE LANÇAMENTO NOS CINEMAS

Os conceitos de “sigilo nos estúdios” não são muito claros, considerando os frequentes vazamentos que revelam detalhes sobre filmes antes de seu lançamento. No entanto, isso quase causou um grande problema para a equipe criativa de “O Dia Depois de Amanhã”.

O roteiro do filme chegou até Trey Parker e Matt Stone, os criadores de “South Park”, enquanto o longa ainda estava em pré-produção. A reação da dupla foi gravar um episódio da série em segredo, mas com bonecos em vez de atores. Para tornar tudo ainda mais irreverente, eles pensaram em lançar sua versão no mesmo dia do filme original. No entanto, o advogado da dupla alertou que seria impossível seguir com a ideia sem enfrentar sérias consequências legais, o que os fez abandonar o plano.

Porém, eles não deixaram de aproveitar a oportunidade para fazer uma piada com o filme, lançando um episódio de paródia de South Park no ano seguinte.

12 – ORÇAMENTO E BILHETERIA

Com um orçamento de US$ 125 milhões, o filme gerou mais de US$550 milhões mundialmente, tornando-se a sexta maior bilheteira de 2004.

Quem ficou extremamente satisfeito com esse montante foi o diretor Roland Emmerich, que recebeu um salário de US$10 milhões pelo trabalho, além de uma participação de 10% da arrecadação total do filme, ou seja, ele levou cerca de US$60 a US$70 milhões no bolso.

CONCLUSÃO

Em conclusão, “O Dia Depois de Amanhã” é um marco no gênero de filmes de desastres, não apenas pelo seu enredo empolgante, mas também pelas lições que nos oferece sobre as consequências do aquecimento global e das mudanças climáticas. O filme consegue misturar ficção científica e realidades alarmantes de forma acessível, levantando questões importantes sobre a relação entre a humanidade e o meio ambiente.

Com efeitos visuais impressionantes e cenas de ação intensas, ele ainda consegue manter um fundo de reflexão sobre como nossas escolhas podem impactar o planeta de maneira irreversível. Além disso, “O Dia Depois de Amanhã” é uma lembrança de que, apesar das adversidades que enfrentamos, a sobrevivência e a adaptação são possíveis quando trabalhamos coletivamente para preservar o futuro do nosso planeta.

Seu legado continua a influenciar tanto a cultura pop quanto o debate sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

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