đŸŽ„ 12 curiosidades incrĂ­veis sobre o filme “O Iluminado” (1980) que vocĂȘ (provavelmente) nĂŁo sabia!

“O Iluminado”, dirigido por Stanley Kubrick e baseado no romance de Stephen King, Ă© uma obra-prima do cinema que continua a fascinar e intrigar espectadores dĂ©cadas apĂłs o seu lançamento em 1980. Este filme icĂŽnico transcendeu o gĂȘnero de terror, tornando-se um marco cultural e uma fonte inesgotĂĄvel de discussĂŁo e anĂĄlise.


Por trĂĄs das cenas assustadoras e da trama arrepiante, “O Iluminado” estĂĄ repleto de curiosidades fascinantes que revelam o cuidado meticuloso do diretor e as complexidades por trĂĄs da criação deste clĂĄssico cinematogrĂĄfico. Neste texto, exploraremos algumas das curiosidades mais interessantes que cercam este filme e mergulharemos nos mistĂ©rios que continuam a envolver “O Iluminado”.

1 – STANLEY KUBRICK QUASE DIRIGIU OUTRO CLÁSSICO DO TERROR


Antes de “O Iluminado”, Kubrick jĂĄ havia deixado sua marca em diversos gĂȘneros cinematogrĂĄficos, incluindo o terror. Na dĂ©cada de 1970, seu nome chegou a ser considerado para dirigir “O Exorcista”. No entanto, ele optou por nĂŁo participar do projeto, pois desejava nĂŁo apenas dirigir, mas tambĂ©m produzir o filme.


Mais tarde, Kubrick revelou sua ambição de criar “o filme mais aterrorizante do mundo”, planejando uma sĂ©rie de episĂłdios que deixariam o pĂșblico em estado de puro terror. Sete anos apĂłs essa revelação, ele finalmente concretizaria esse objetivo com o lançamento de “O Iluminado”.

2 – KUBRICK REJEITOU ROTEIRO ESCRITO PELO PRÓPRIO STEPHEN KING


A trama do filme foi adaptada do best-seller do renomado autor Stephen King, publicado em 1977. Apesar do reconhecimento da obra literĂĄria, Kubrick optou por descartar o esboço do roteiro feito pelo prĂłprio King, criticando-o como “fraco”. Em vez disso, dedicou onze semanas de trabalho ao roteiro em colaboração com Diane Johnson.

3 – STEPHEN KING, AUTOR DO LIVRO, NÃO GOSTOU DO FILME E NEM DA ATUAÇÃO DE JACK NICHOLSON


Em uma entrevista à revista Playboy em 1983, Stephen King revelou sua admiração por Stanley Kubrick ao longo dos anos, o que gerou grandes expectativas em relação ao filme. No entanto, King admitiu ter ficado desapontado com o resultado final. Além disso, o escritor expressou sua insatisfação com a atuação de Jack Nicholson, alegando que o ator não era adequado para o papel.


De acordo com King, “o Ășltimo grande papel de Nicholson foi em ‘Um Estranho no Ninho’. E, quando o ator começou o filme com seu ‘sorriso manĂ­aco’, o pĂșblico automaticamente o identificou como um lunĂĄtico. Mas o livro trata de uma descida gradual do personagem Jack na loucura, influenciada pelo mal. Se a histĂłria jĂĄ começa com um personagem louco, toda a tragĂ©dia de sua queda Ă© desperdiçada”.

4 – JACK QUASE FOI INTERPRETADO POR OUTROS ATORES FAMOSOS


Kubrick considerou tanto Robert De Niro quanto Robin Williams para o papel de Jack. Porém, após assistir Taxi Driver, o diretor considerou que De Niro não seria psicótico o suficiente para o papel. Por outro lado, considerou Robin Williams demasiado psicótico após sua atuação em Mork & Mindy. De acordo com Stephen King, Kubrick também considerou brevemente Harrison Ford.

5 – O NÚMERO DO QUARTO FOI ALTERADO DE 217 PARA 237


Na versĂŁo literĂĄria, os eventos sinistros desenrolam-se no quarto 217, mas a administração do Hotel Timberline Lodge, onde algumas cenas foram filmadas, solicitou que o nĂșmero fosse alterado para 237. Essa precaução foi tomada para evitar que os hĂłspedes evitassem o quarto 217, jĂĄ que nĂŁo havia um quarto com o nĂșmero 237 no hotel. De maneira curiosa, o quarto 217 acabou se tornando o mais requisitado no local.

6 – DAN LLOYD NÃO SABIA QUE ESTAVA NUM FILME DE TERROR


Com o intuito de proteger o jovem ator Dan Lloyd, que na época tinha apenas 5 anos, Kubrick informou-lhe que o filme era um drama. Dan só teve a oportunidade de assistir à obra quando completou 16 anos e compartilhou que não a considerou assustadora, pois estava familiarizado com os bastidores da produção.

7 – CENA IMPROVISADA


Durante a icĂŽnica cena em que Jack Nicholson quebra a porta do banheiro com um machado, ele adicionou um momento memorĂĄvel ao gritar “heeeere’s Johnny!”. Este bordĂŁo era utilizado por Ed McMahon no programa “The Tonight Show – Starring Johnny Carson” e nĂŁo estava previsto no roteiro original.

8 – CENA FOI REPETIDA 127 VEZES


Durante as filmagens, o diretor foi conhecido por ser extremamente exigente com Shelley Duvall, resultando em sĂ©rios problemas de saĂșde devido ao estresse enfrentado pela atriz. Uma cena de discussĂŁo entre Wendy e Jack no filme entrou para o Guinness Book, pois foram necessĂĄrias incrĂ­veis 127 tomadas para ser gravada.

9 – SET PEGOU FOGO


PrĂłximo ao tĂ©rmino das filmagens, um incĂȘndio devastou o estĂșdio onde o filme estava sendo gravado, resultando em perdas estimadas em U$ 2,5 milhĂ”es. Este incidente ficou marcado por uma famosa fotografia na qual Kubrick Ă© visto rindo diante dos destroços, possivelmente porque na histĂłria original do filme o hotel realmente acaba incendiado.

10 – TONELADAS E TONELADAS DE SAL


Para construir o labirinto de inverno onde Jack persegue Danny, foram utilizadas impressionantes 900 toneladas de sal, juntamente com material de isopor.

11 – AS REFERÊNCIAS NO DESENHO TOY STORY


Um dos admiradores notĂĄveis do filme de Kubrick Ă© o diretor Lee Unkrich, conhecido por seu trabalho em filmes como “Toy Story 3”. Ele incorporou referĂȘncias Ă  obra em seu filme, incluindo um tapete reminiscente ao do Hotel Overlook. AlĂ©m disso, Unkrich inseriu a placa do caminhĂŁo de lixo com a inscrição “RM237” e a cena de chat online em que um personagem se identifica como “Velocistar237”, em uma clara alusĂŁo ao misterioso quarto 237.

12 – FINAL DIFERENTE


NĂŁo Ă© incomum que filmes tenham diferentes versĂ”es da cena final, porĂ©m Kubrick decidiu refazĂȘ-la apĂłs o primeiro fim de semana de exibição do filme. Embora a versĂŁo cinematogrĂĄfica esteja perdida, o roteiro ainda estĂĄ disponĂ­vel. Nesta cena, ocorrida apĂłs a morte de Jack, Ullman visita Wendy no hospital e discute “as coisas que ela viu no hotel”. Segundo ele, a tenente investigou minuciosamente o local (o hotel) e nĂŁo encontrou nada fora do comum. Por isso, Ullman sugere que ela e Danny passem um tempo com ele.


O filme conclui com um texto sobre fundo preto: “O Hotel Overlook sobreviveu a esta tragĂ©dia, como tantas outras. Continua a abrir todos os anos, de 20 de maio a 20 de setembro. Mas permanece fechado durante o inverno.”


Ao explorar as curiosidades por trĂĄs das cĂąmeras do filme “O Iluminado”, somos levados a uma jornada fascinante atravĂ©s dos bastidores de uma das obras mais icĂŽnicas do cinema. Desde a meticulosa adaptação do livro de Stephen King pelo diretor Stanley Kubrick atĂ© os detalhes intrigantes que permeiam cada cena, Ă© evidente que este filme vai muito alĂ©m de ser apenas uma histĂłria de terror. As escolhas criativas, os desafios enfrentados durante as filmagens e as contribuiçÔes Ășnicas do elenco e da equipe revelam a complexidade por trĂĄs da criação de uma obra-prima cinematogrĂĄfica. “O Iluminado” nĂŁo apenas assombra e fascina o pĂșblico com sua trama arrepiante, mas tambĂ©m nos convida a mergulhar em um mundo de mistĂ©rio, simbolismo e interpretação. Essas curiosidades nos lembram que, mesmo dĂ©cadas apĂłs seu lançamento, a influĂȘncia e o impacto deste filme continuam a ressoar no mundo do cinema, deixando-nos sempre com a sensação de que hĂĄ mais a descobrir sobre os corredores sombrios do Hotel Overlook.

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